Proteger a Biodiversidade Local

O desenvolvimento do projeto de construção de bebedouros e comedouros é fundamental para proteger a biodiversidade local, promover a educação ambiental prática e incentivar a economia circular através da reutilização de materiais recicláveis.

Este tipo de iniciativa destaca-se por várias vertentes de impacto, nomeadamente a sustentabilidade e a economia circular, a preservação da fauna, a educação ambiental e a  sensibilização comunitária.

A construção destes objetos utiliza frequentemente materiais recicláveis ou desperdícios, como garrafas PET e embalagens, ensinando aos alunos a importância da redução e reutilização de resíduos. Fornecem fontes vitais de alimento e água, especialmente em épocas do ano em que os recursos naturais são mais escassos, ajudando na sobrevivência de pequenas espécies. Por sua vez, os alunos podem observar espécies locais (aves, abelhas, etc.), desenvolvendo o respeito e a curiosidade pela natureza. Servem também como meios de sensibilização comunitária, porque, ao cuidar da vida selvagem local, os alunos ganham um sentido de responsabilidade ecológica,  transmitindo-o às suas famílias e à comunidade.

Para além do impacto ambiental direto, este é um projeto multidisciplinar que envolveu as disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica.

1.ª fase: Diagnóstico:

     1- Realização de uma auditoria ambiental ao espaço exterior para os alunos perceberem onde ficariam instalados os comedouros e bebedouros. (sombra e segurança.)

     2- Pesquisa das espécies de aves e insetos nativos.

2.ª fase: Construção.

3.ª fase: Colocação e monitorização.

No âmbito da disciplina de Educação Tecnológica, os alunos procederam à recolha de garrafas PET vazias e garrafões de água, destinados à construção da estrutura principal. Foram efetuadas aberturas nos recipientes, de modo a adequá-los ao objetivo pretendido.

Posteriormente, foram solicitados diversos materiais para a decoração e camuflagem das estruturas, procurando uma integração apelativa e harmoniosa na natureza.

Utilizaram-se sisal, rolhas de cortiça e fibra de bananeira para o revestimento dos recipientes. Os elementos decorativos foram criados com recurso a tecidos, plantas secas, musgo artificial, plástico e cordões.

A metodologia projetual foi desenvolvida em todas as suas fases, permitindo aos alunos compreender a importância da organização e do planeamento na concretização de um projeto.

Por fim, procedeu-se ao abastecimento das estruturas com sementes e água fresca.


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Horácio Bento de Gouveia
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