Os projetos Parlamento Jovem Regional e UNESCO, no dia 3 de junho, propuseram uma reflexão alargada a turmas de 2.º e 3.º ciclos acerca do tema: “Estruturas de um Estado de Direito que contribuem para a paz”.
No mundo atual, existem diversos conflitos armados em curso, com guerras de grande escala e conflitos menos intensos, que afetam milhões de pessoas. A guerra entre Israel e o Hamas, a invasão russa da Ucrânia, e guerras civis em países como o Iémen e a Síria, são exemplos de conflitos que estão a causar grandes sofrimentos humanitários e instabilidade política.
Além dos conflitos acima, existem muitos outros conflitos em curso em diferentes partes do mundo, como em Burkina Faso, Somália, Sudão, Mianmar e Nigéria. Estes conflitos, embora não sejam tão amplamente noticiados como os conflitos de grande escala, também causam um grande número de mortes e deslocados, e têm um impacto significativo na vida das pessoas.
É importante salientar que estes conflitos têm um impacto significativo na segurança global, podendo levar a um aumento do terrorismo, da violência e da instabilidade política. Além disso, os conflitos têm um grande impacto económico, causando danos às infraestruturas e à economia, e afetando o comércio e as relações internacionais.
Refletir então acerca das “Estruturas de um Estado de Direito que contribuem para a paz” parece pertinente de modo a evitar a contaminação de pensamentos e atos belicistas.
A Dra. Carla Berenguer, Diretora de Serviços de Apoio à Juventude, e a Dra. Amélia Coelho, jurista, dinamizaram uma animada troca de ideias acerca dos conceitos de Paz ( individual, interior, coletiva, social, internacional). Foram suscitadas reflexões/opiniões acerca do conceito de paz sobre como, individualmente, podemos contribuir para a sua manutenção. Falou-se da importância do respeito pelo espaço e dignidade do outro e do quanto o conflito surge da ausência desses valores que, em larga escala, justificam a escalada de violência a que hoje se assiste através da Comunicação Social. Foram enunciadas as instâncias judiciais a que se pode apelar a nível nacional e internacional aquando de uma ofensa aos direitos e dignidade humana.
A HBG e os coordenadores dos Projetos UNESCO e Parlamento Jovem Regional agradecem o entusiasmo e energia das dinamizadoras da palestra, que se acredita tenham deixado a semente da Paz numa reflexão que, conforme disseram, deve ser diária, de autoconsciência sobre se todos e cada um de nós, na sua ação quotidiana, contribui efetivamente para a Paz.
Helena Borges ( PJR) & Paulo Renato ( UNESCO)

